domingo, 21 de fevereiro de 2010

O NOSSO BLOG ESTÁ A CRESCER

Como devem ter reparado o blog tem novidades e colaboradores. Este é o grande objectivo: colaboração, critica social e a solidariedade dos amigos do Rosmaninhal para contribuir para o desenvolvimento sustentado da nossa terra.

Nunca é demais lembrar, todos devemos colaborar para este objectivo mas à frente da fileira tem obrigação de estar a autarquia e as restantes entidades que pediram a nossa confiança e o nosso apoio para desempenhar esse papel.
Dou aqui o exemplo de um grande autarca, o Alcalde de Santiago de Alcântara, Juan Batalla, que desde o primeiro momento que tomou o compromisso de guiar a sua terra, nunca baixou os braços e fez de uma terra pacata uma referência cultural e turística que cada vez mais se afirma no interior, que todos julgam terra sem sucesso e baixam os braços, dizendo que não vale a pena.
O grande projecto deste autarca que para isso tem feito contactos com todas as autarquias raias do Tejo, é unir fisicamente os nossos povos, que contrariamente às politicas de Madrid e Lisboa nunca viraram as costas, e não fosse as águas que nos separam se tornariam mais correntes.
Presentemente este é o grande objectivo de Juan Garlito Batalla que mesmo ontem o reafirmou em Marvão, no âmbito de mais um encontro da Plataforma Arqueológica do Médio Tejo, estando disposto a fazer a ponte sobre o Rio Tejo, esperando apenas que o autarca Joaquim Morão de Castelo Branco reactiva o Caminho da Fraldona em Malpica do Tejo para que esta união seja um facto.

Parabéns a este autarca.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

BOAS OBRAS SÃO SEMPRE BENVINDAS

Uma das obras prometidas pela nossa Junta de Freguesia é já uma realidade. E diga-se, bastou um pequeno arranjo para tornar a Fonte de Chã Martins um lugar bonito e digno para todos nós e para aqueles que nos visitam. Recordo também as intervenções realizadas no Espírito Santo (chafariz e casas de banho) que para além da sua utilidade foram feitas com muito bom gosto. O Rosmaninhal fica assim mais bonito e agradece!
Fica agora o apelo para outros locais, que por serem a recepção à nossa Vila merecem também intervenções de embelezamento. É o caso do Chafariz e do recinto de S. Roque.

Fica também uma nota de agrado para a obra recentemente feita pela autarquia para receber a ambulância, onde mais uma vez reconheço, que o bom gosto continua.
Só com o esforço de todos nós e com o empenho de quem nos representa, conseguiremos um futuro infinito para a nossa linda terra. Estamos no bom caminho, é só continuar!
Já agora e não é querer meter ferro, como se costuma dizer. Mas já existem pessoas que se interrogam. Quando chega a ambulância? E o multibanco?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

INVERNO DOS ANTIGOS

Para quem diz que já não há Invernos como antigamente, aqui está a prova. A natureza encarrega-se de nos recordar de que os há! E este Inverno além da água que já enche Rios, Barragens, poços e campos ainda nos visitou a neve. Até no Rosmaninhal nevou, embora não com a intensidade com que se monstrou noutros locais do Distrito e no resto do País. É claro quando a água é muita provoca sempre estragos e algumas casas mais antigas não resistem e acabam por ruir e não só as casas, foi o que aconteceu com o Forno da telha, que a juntar à ruina existente lá caiu mais uma parte do muro, provavelmente quando pensarem em reconstrui-lo já não deve lá existrir nada para reconstruir.






















































Vejamos os dados do Boletim informativo do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hidricos http://snirh.pt/
No último dia do mês de Dezembro de 2009 e comparativamente ao último dia do mês anterior verificou-se uma subida no volume armazenado em todas as bacias hidrográficas monitorizadas.
Das 56 albufeiras monitorizadas, 24 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 11 têm disponibilidades inferiores a 40% do volume total.
Os armazenamentos de Dezembro de 2009 por bacia hidrográfica apresentam-se superiores às médias de armazenamento de Dezembro (1990/91 a 2008/09), excepto para as bacias do RIBEIRAS DO OESTE, SADO e MIRA.


Estes são dados de Dezembro de 2009, por esta data a grande maioria das albufeiras do País estarão no máximo da sua cota.
Aproveitem e façam umas visitas. O Alqueva está a despejar e deve ser um belo passeio.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

NATAL

Os festejos do Natal na nossa terra estão longe de serem o que eram, escasseia a gente, o bairrismo e a tradição esvai-se.

Para os madeiros trabalhava-se arduamente desde muito cedo. Os grandes toros eram carregados pelas juntas de bois e era tarefa dos mais velhos, enquanto a criançada puxava por pernadas até ao local das fogueiras.

Estava sempre presente a rivalidade entre a Vila, O Arrabalde, a Devesa e o S, Pedro, pois cada um queria ter o madeiro maior na noite de Natal.

Junto dos madeiros cantavam-se cânticos alusivos ao nascimento do Menino Jesus, enquanto a fogueira era atiçada por cachaporradas, soltando fagulhas e  irradiando alegria.

O garrafão do vinho circulava ao compasso de toca lá zamburra, ela não quer tocar, vamos p´ra taberna, a emborrachar.
Este ano a tradição cumpriu-se embora sem o calor e a euforia do passado, a Junta de Freguesia arregaçou as mangas e sem esperar pela malta lá se encarregou de distribuir madeiros pelos quatro bairros. A missa do Galo, que era para cantar à meia-noite, cantou mais cedo, uma vez que o Padre José António não tem mãos a medir e outros paroquianos também esperavam por ele.

Só o Jantar continua a reunir a família como antigamente, felizmente que assim é. A noite da consoada inicia-se com o tradicional jantar das couves com bacalhau e ainda há os que teimam em fazer as filhós ao lume, brindando a pequenada com pequenas filhós de formas divertidas.
Á meia-noite ou na manhã do dia de Natal as crianças corriam para o sapatinho, que estava junto da chaminé, para ver a oferta do Menino Jesus. Não havia pai natal a rir-se com riso de quem parece estar bêbado, hã, hã, hã! Outros tempos!

Dia de Natal, veste-se uma fatiota a rigor e passeia-se pela aldeia, revisita-se o madeiro e mata-se saudade com os amigos relembrando-se os tempos passados.

Como é normal também esta quadra é propícia a cânticos saudando o Messias, relembramos alguns:

Vamos ver a barca bela
Que fizeram os Pastores
Nossa Senhora vai nela
Toda coberta de flores

Vamos ver a caravela
Que se vai deitar ao mar
Nossa Senhora vai nela
E os anjos vão a remar

Alegrem-se os Céus e a terra
Cantemos com a alegria
Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria

Ó meu Menino Jesus
Ó meu Menino tão belo
Logo vieste nascer
Na noite do caramelo

  Entrai Pastores, entrai
Por esses portais sagrados
Vinde adorar o menino
Nestas palhinhas deitado

De quem são as camisinhas
Que estão na relva a corar
São do menino Jesus
Para a noite de Natal

Do vão nasceu a vara
Da vara nasceu a flor
Da flor nasceu Maria
De Maria o redentor

Xarupa, tá, tá
Xarupa, tá, tá
Natal, Natal
Filhóses com vinho
Não fazem mal

(fotos de Silvia Chambino)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

LOCALIZAÇÃO DO LAR E "ZONA INDÚSTRIAL"

Como é do conhecimento geral a Santa Casa da Misericórdia do Rosmaninhal tem ao longo destes últimos anos prestado um óptimo e louvável serviço à comunidade, especialmente aos mais idosos, quer servindo refeições no Centro de Dia, quer prestando Serviço Domiciliário, quer no Apoio Social ou outros.

Futuramente avançará com mais um ambicioso projecto, o Lar de Idosos, satisfazendo assim a grande necessidade de apoio completo aos idosos.

Não pretendo com estas linhas contrariar ou contestar esta magnifica obra, tão necessária a todos os Rosmaninhenses, pelo contrário, quero elogiar o desempenho e empenho da Sra. Provedora e de todas as entidades que se esforçam para que esta obra seja uma realidade breve.

Gostaria no entanto de deixar aqui a minha opinião quanto à localização do futuro Lar que segundo consta irá ser construído junto do Forno da Telha na Devesa Pública, espaço este cedido pela Junta de Freguesia do Rosmaninhal. É sem dúvida um nobre e lindo local, concordo. E é por ter estas características que eu gostaria de o ver como sempre o vi, sem nada. Encontro que a Santa Casa e as Entidades envolvidas deveriam continuar a desenvolver esforços para chegarem a acordo com os proprietários dos terrenos junto ao Centro de Dia e concentrarem aí todos os equipamentos de apoio aos idosos, por razões práticas, sossego e de centralidade.

Caso não se chegue a acordo, pois que seja na Devesa, esta obra pela sua utilidade pública justifica o sacrifício do local já escolhido, embora outros locais possam também ser escolhidos para acolher esta obra.

No entanto já não tenho a mesma opinião da escolha do local para construção da apelidada “zona industrial”, local este também a ceder pela Junta de Freguesia a custo simbólico, segundo se consta e que será entre o Recinto de Festas e o Recinto da Feira do Gado.

Por favor, reflictam um bocadinho, esta zona devido aos equipamentos já construídos, deverá ser preservada para lazer e utilização social e pública, não para servir interesses particulares, a devesa não é da Junta de Freguesia do Rosmaninhal é do Povo. A Junta serve para gerir os interesses do Povo, pois foi eleita por ele.

Mais uma vez não pretendo ser contra o desenvolvimento nem contra a possível criação de postos de trabalho, que tanto se desejariam, evitando assim desequilíbrios e desvios sociais. O que pretendo é um pedido de reflexão, quanto à utilização da Devesa. É que, ocupa-se a Devesa pública com equipamentos, alguns deles particulares e deixa-se arruinar o interior da povoação. Há que inverter esta situação.

Sou a favor da “zona industrial”, mas a Junta de Freguesia deveria em contrapartida pedir aos que ai se instalarem a garantia dos tais postos de trabalho e o mais importante que nunca a construa no local escolhido ela deverá ser instalada na Devesa Pública, tudo bem, mas numa área periférica, o mais longe possível da área urbana, de sítios de interesse patrimonial-históríco-cultural ali existentes e onde o impacte visual e de ruído seja minimizado.


No plano extraído do Google maps, abaixo publicado, deixo algumas sugestões para ocupação da Devesa Pública. Público também fotos com a beleza avistada do alto onde se situa o forno da telha e que com a construção destes equipamentos nunca mais será a mesma. Reflictam.










terça-feira, 8 de dezembro de 2009

MINIATURAS EM XISTO


Aqui está uma pequena obra de arte feita em xisto. Esta pequena casa é uma obra do nosso amigo Paulo Jorge Carreiro Pinheiro "Castelo Branco", que mais uma vez no surpreende com a sua habilidade de trabalhar o xisto, agora em miniaturas. Força para continuar Jorge, contamos com mais obras.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

AZEITONA E LAGARES

A azeitona sempre foi uma mais valia para o povo do Rosmaninhal.
Embora não seja uma zona predominante de olival, existem na área da freguesia, em especial nos chões e tapadas junto à povoação, assim como nas encostas dos Rios Aravil, Tejo e Erges alguns olivais embora estes últimos se encontrem abandonados e alguns perdidos.

Durante o mês de Novembro procede-se à sua colheita.
A apanha do fruto continua a fazer-se de forma tradicional, por varejamento (já pouco usado) ou através de escadas e feita a sua captura manualmente para cima de panais. Estes panais outrora de sarapilheira são agora mais práticos e feitos de nylon, rodeando as oliveiras e ajustados ao troco.
No Rosmaninhal devido ao porte das oliveiras e por razões de rentabilidade não são usados processos mecânicos
A azeitona é escolhida sendo a mais sã para a talha (conserva) e a restante para produção de azeite. Os últimos lagares mecânicos a funcionar no Rosmaninhal foram o do Senhor Domingos Lobato Carriço “Tarenga” (já desaparecido) e o do Senhor Domingos Mendes S. Carvalho, este ainda existente, mas sem trabalhar. O primeiro situava-se na Devesa e o segundo no Arrabalde.
Desconheço o estado deste último lagar mas seria também um bem patrimonial a preservar, mas tanto quanto sei, alguns apetrechos deste foram levados para o Lagar de Proença-a-Velha aquando da sua recuperação para núcleo museológico do azeite. É assim, quem dá o que tem, a pedir vêm!

Os lagares trabalhavam à maquia, uma parte da produção de azeite era retida pelo dono do lagar como forma de pagamento.
Era costume ir torrar uma fatia de pão ao lagar onde o lagareiro depois deste torrado molhava no azeite novo. A estas torradas dava-se o nome de “tabordas” (noutros locais chamam-lhe “tibornas”).
Também havia no Rosmaninhal o costume de em casa torrar pão e o barrar com toucinho, pois a manteiga era cara.

O Rosmaninhal não acompanhou a evolução desta indústria e perdeu os lagares, tendo como solução para a produção do seu azeite, entre outros, o lagar da Zebreira.
Lagar este bastante moderno onde o processo extractivo é bastante sofisticado e higiénico.

"QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME"

Caros conterrâneos no inicio deste blog os comentários aos diversos artigos publicados estavam livres e como tal entravam directos on-line. Nessa sequência entraram alguns comentários que nomeando nomes de pessoas, levou à indignação das mesmas, que de imediato reclamaram junto de mim essa indignação. Assim e porque o objectivo deste blog não é o de criar problemas mas sim resolve-los, decidi retirá-los. Apelo a todos os que futuramente pretendam comentar o façam sempre que possível de forma identificável, dando a cara. Eu sei que muitas vezes o anonimato é a forma de expressão mais adequada e que mais liberdade nos dá.
Também aqui neste blog não será proibido, conto no entanto com a sensatez de quem o fizer dessa forma. Mas também deixo este recado: Quem não deve não teme!

sábado, 21 de novembro de 2009

O NOSSO BLOG ESTÁ VIVO!

E já lá vão três semanas e 800 visitas.
Publicaram-se algumas notícias e opinou-se sobre alguns temas. Espero que estas vão ao encontro da vossa curiosidade e que vejam neste blog alguma utilidade, só assim terá razão existir.
Quanto aos comentários, valem o que valem. Quem comenta e como comenta, lá deve ter as suas razões. Como todos devem saber, eu, como administrador do blog, tenho a última palavra quanto à publicação dos mesmos. No entanto como não quero ser inquisidor, só não publicarei comentários que ofendam pessoalmente e directamente pessoas ou entidades ou que de forma repetitiva critiquem ou ironizem de forma abusiva as mesmas. Vou tentar ser um mediador justo e responsável.
Mas gostava de deixar um desafio, vamos deixar pessoas á parte e vamos criticar, dar opiniões e sugestões sobre factos, promessas, obras, coisas que contribuam para o bem-estar e desenvolvimento do Rosmaninhal. Isso sim que é importante. O lar, a defesa da Devesa Pública, a reorganização do espaço urbano, a farmácia, a cultura, o património, e muito mais. É que não sei se já repararam, há muito por fazer! O concelho está a desenvolver-se de forma desigual, temos que "puxar a brasa para a nossa sardinha" como os outros fazem.


Forno da telha na Devesa Pública.

Os nossos autarcas serão os responsáveis morais pela sua ruína, se não lhe acudirem!
Na mesma situação está o Forno de pão, a ponte medieval do Ribeiro da Devesa e o Moinho no mesmo Ribeiro assim como respectivo açude, tudo espera recuperação, só assim existirá a igualdade no concelho.

NECROLOGIA

Foto Jornal Reconquista nº 3323 de 19 de Novembro de 2009 


Faleceu no passado dia 13 o nosso conterrâneo José Afonso (Zé Tacho), de 81 anos, que há longos anos residia em Cebolais de Cima.
Á família, apresento os meus sentimentos.


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

PARA DESCONTRAIR - HISTÓRIA DA NOSSA REGIÃO


HISTÓRIA DO COMPADRE RICO E DO COMPADRE POBRE
Moravam numa aldeia dois compadres. Um era pobre e o outro rico, mas muito miserável. Naquela terra era uso todos quantos matavam porco dar um lombo ao abade. O compadre rico, que queria matar porco sem ter de dar o lombo, lamentou-se ao pobre, dizendo mal de tal uso. Este deu-lhe de conselho que matasse o porco e o dependurasse no quintal, recolhendo-o de madrugada, para depois dizer que lho tinham roubado.
Ficou muito contente com aquela ideia e seguiu à risca o que o compadre pobre lhe tinha dito. Depois deitou-se com tenção de ir de madrugada ao quintal buscar o porco. Mas o compadre pobre, que era espertalhão, foi lá de noite e roubou-lho. No dia seguinte, quando o rico deu pela falta do porco, correu a casa do compadre pobre e muito aflito contou-lhe o acontecido. Este, fazendo-se desentendido, dizia-lhe: "Assim, compadre! Bravo! Muito bem, muito bem! Assim é que há-de dizer para se esquivar de dar o lombo ao abade!!!"
O rico cada vez teimava mais ser certo terem-lhe roubado o porco; e o pobre cada vez se ria mais, até que aquele saiu desesperado, porque o não entendiam.
O que roubou o porco ficou muito contente e disse à mulher: "Olha, mulher, desta maneira também havemos de arranjar vinho. Tu hás-de ir a correr e a chorar para casa do compadre, fingindo que eu te quero bater; levas um odre debaixo do fato, e quando sentires a minha voz, foges para a adega do compadre e enquanto eu estou falando com ele, enches o odre de vinho e foges pela outra porta para casa." A mulher, fingindo-se muito aflita, correu para casa do compadre, pedindo que lhe acudisse, porque o marido a queria matar. Nisto ouviu a voz do marido e correu para a adega do compadre, e enquanto este diligenciava apaziguar-lhe a ira, enchia ela o odre. Tinha-lhe esquecido, porém, um cordão para o atar, mas tendo uma ideia gritou para o marido: "Ah! Goela de odre sem nagalho!..." O marido, que entendeu, respondeu-lhe: "Ah, grande atrevida!... Que se lá vou abaixo, com a fita do cabelo te hei-de afogar!!!!!" Ela, apenas isto ouviu, desatou logo o cabelo, atou com a fita a boca do odre e fugiu com ela para casa. Desta maneira tiveram porco e vinho sem lhes custar nada, e enganaram o avarento do compadre.

Esperteza saloia mas, que continua a dar frutos.

História retirada do blog "sol.sapo.pt/blogs/romanovprimeiro" e recolhida por estudantes de UTMAD (Universidade de Trás os Monte e Alto Douro)

FARMÁCIA DO ROSMANINHAL


Publico esta imagem a pedido da nossa conterrânea Maria Emilia Malcata Valentim, que pelo que parece já há bastantes anos não nos visita.
Esta farmácia funciona como um posto móvel da Farmácia Serrasqueiro Cabral, propriedade e direcção técnica da Dra. Sofia Isabel Vicente Valada, que tem a sua sede no seguinte endereço: Estrada de Idanha, nº 45 B 6060-263-Ladoeiro. Já agora fica também o nº de telefone para uma emergência - 277.927.133
Emilia o Rosmaninhal agradece a sua visita.

UNIR OS DOIS LADOS DO RIO TEJO


Neste passado fim-de-semana (dia 14 de Novembro) realizou-se em Valência de Alcântara um encontro entre o Alcalde deste Município, Juan Garlito Batalla e o Presidente da Câmara de Idanha-a-nova, Álvaro Rocha. Estiveram ainda presentes representantes municipais das localidades de Cilleros, Zarza la Mayor, Alcantara, Membrío e Carbajo.

Este encontro serviu para assinar o acto oficial de revisão de fronteiras, acto que tem por fim promover a cooperação entre os municípios vizinhos.

Unir as duas margens do Rio Tejo, através de uma passagem pedonal ou através de barco, são projectos anunciados por este Alcalde, que lamenta o clima de costas voltadas que o governo de Lisboa e Madrid, historicamente praticaram.
Também o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova considera a ligação entre as duas margens muito importante para promover o desenvolvimento da zona raiana, especialmente o incentivo do turismo cultural, nomeadamente os aspectos arqueológicos onde o trabalho da Associação de Estudos do Alto Tejo foi referido.

Esta cooperação tem tido como principal impulsionador o Alcalde Juan G. Batalla, que não têm poupado esforços em contactos com as freguesias portuguesas confinantes com Santiago.
O ayuntamiento de Santiago de Alcântara mantém já parcerias com Idanha-a-Nova, Marvão, Malpica do Tejo, Nisa, Mação, Vila Velha de Ródão e Castelo Branco.

Juan G. Batalla afirmou ainda que de todos os contactos com a parte Portuguesa, apenas um município, por razões que desconhece, não mostra interesse nesta cooperação.

Qual será este municipio? Espero que não seja o nosso, o que seria de lamentar!

NECROLOGIA

(foto-Jornal Reconquista nº 3322 de 12/11/2009)

Faleceu no passado dia 4 de Novembro Rita Crespo de 99 anos de idade, viúva e nossa conterrânea.
O seu corpo repousa no cemitério do Rosmaninhal.
à família enlutada apresento os meus sentimentos.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

"CASQUEIRO 2009" EM IDANHA-A-VELHA

Realizou-se nos dias 6, 7 e 8 de Novembro, na aldeia histórica de Idanha-a-Velha, concelho de Idanha-a-Nova, o primeiro Festival de Pão, Bolos e Tradições, "Casqueiro 2009". Este evento foi organizado pela Liga dos Amigos da Freguesia de Idanha-a-Velha.
Durante o festival além de animação de rua, jogos tradicionais, música, contou ainda com uma mostra de artesãos representando as aldeias do concelho e com o processo de feitura do pão, o qual foi cozido no forno comunitário da aldeia.
Neste evento o Rosmaninhal fez-se representar pela nossa simpática padeira "Ti Emília Chanita", que se esforça para manter viva a tradição do bom pão caseiro tão apreciado por todos os Rosmaninhenses.


Aqui está uma boa iniciativa, que urge copiar e incentivar pela nossa autarquia, que mais que levar a nossa representatividade a estas iniciativas, que é de louvar, deve preservar e incentivar estas actividades tradicionais na nossa terra. Já lá vai o tempo em que grandiosos fornos existiram no Rosmaninhal, mas que por falta de sensibilidade, ninguém soube preservar, e mesmo o existente na Vila ameaçando ruir, ninguém lhe acode, é de lamentar.

NECROLOGIA

Faleceu no passado dia 7, a nossa conterrânea Joana Antunes com 85 anos de idade,
filha de André Rascão e Leonor Antunes.

Ao marido, filhos e familia os meus sentimentos.

(foto-Jornal Reconquista nº 3322 de 12/11/2009)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

INCÊNDIO EM RESIDENCIA

É sempre com tristeza que encaramos estas notícias. No passado dia 7 (Sábado) ao fim da tarde deflagrou um incêndio na residência do nosso conterrâneo Francisco Freixo (Chico Campanha), que consumiu todo o seu recheio.
A demora dos bombeiros provocou o desagrado de alguns populares. Não me parece ser a maneira mais correcta de lidar com quem voluntariamente socorre quem precisa. Será muito mais sensato saber as razões desta demora, talvez a distância seja um dos motivos.
Talvez se a autarquia possui-se meios para uma primeira intervenção ajuda-se.
A minha solidariedade para esta família.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

AMBULÂNCIA E GARAGEM

Decorrem em bom ritmo as obras na  futura garagem para a ambulância adquirida pela Junta de Freguesia do Rosmaninhal, que novinha em folha espera para ficar na sua nova residência, pronta para servir os Rosmaninhenses.
A garagem fica situada no Espírito Santo, junto da capela com o mesmo nome, e é uma bonita obra. Pena é os postes eléctricos, não seria possivel remove-los?

Está de parabéns a Junta e o povo do Rosmaninhal.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

TEMOS NOVA JUNTA DE FREGUESIA

TEMOS NOVA JUNTA COM ELEMENTOS VELHOS


Depois de morna campanha, sem surpresas ai está! A lista liderada pelo António Almeida arrebatou a maioria dos votos dos Rosmaninhenses, é claro com o apoio da máquina do PS.
Para toda esta campanha foi elaborado um programa com alguma ambição, na minha opinião, mas também penso que metade das promessas ficarão pelo caminho. Espero no entanto enganar-me, quem sabe!
Neste programa foram esquecidas coisas simples que teremos oportunidade de comentar, no entanto não queria deixar passar em branco o esquecimento da comemoração dos 500 anos de elevação a vila da nossa terra, feita através do foral dado por D. Manuel I no dia 1 de Junho de 1510 e que no próximo ano neste mesmo dia se deverá comemorar.
No passado dia 31 de Outubro, em animada e aquecida assembleia onde nem a GNR faltou, foram anunciados os três elementos que irão fazer parte da nova Junta de Freguesia da nossa terra; António Manuel Carreiro Almeida, António da Conceição Mendes e Maria de Fátima Folgado Flores. A única novidade é a entrada da Maria de Fátima que veio substituir o antigo Tesoureiro Francisco Carvalho Vital, enfim uma novidade, ainda bem, gente nova é do que se precisa.
Para que todos saibam e para que a Junta não se esqueça das promessas feitas aqui fica registado aquilo que prometeram:


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

DIA DOS SANTOS

Dia dos Santos (1 de Novembro), ou dia de todos os Santos, no Rosmaninhal é também o dia das passas de figo, da aguardente e da jeropiga.
Neste dia os afilhados chegam-se aos padrinhos para recolherem o Santóro, assim como os netos aos avós.
O Santóro tradicional era um pão fino de farinha de trigo em forma de ferradura.
Também os patrões davam o santóro aos seus criados, que consistia em passas, aguardente, etc. e ainda um pão caseiro (grande). Havia uma certa rivalidade em ver qual o patrão que dava o pão maior.
Neste dia de Todos os Santos em muitas povoações do nosso Pais, de manhã bem cedinho, as crianças saem à rua em pequenos grupos para pedir o "Pão por Deus".
Passeiam assim por toda a povoação e ao fim da manhã voltam com os seus sacos de pano cheios de romãs, maçãs, doces, bolachas, rebuçados, chocolates, castanhas, nozes e, às vezes, até dinheiro!
Antigamente todas as pessoas iam pedir o "Pão por Deus" porque havia muita pobreza e havia mesmo necessidade de pedir.
DIA DE FINADOS
No dia de finados (2 de Novembro), faz-se a visita os cemitérios para recordar os que já nos deixaram.
Em Portugal e noutros países da Europa, o Dia de Finados é celebrado com tristeza, pois recordam-se as pessoas de família e amigos que já morreram.

As pessoas vão aos cemitérios, deixam ramos de flores nas campas e acendem velas para iluminar os falecidos no caminho até ao Paraíso e mandam rezar missas em seu nome.